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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Seminifinais do Paulistão

Segundo site da Federação Paulista de Futebol o jogo entre Palmeiras e Corinthians será realizado no estádio do Pacaembu no domingo às 16h (com transmissão em TV aberta). Apesar de alguns jogadores do time de Parque Antártica e até do técnico Luis Felipe Scolari terem afirmado anteriormente que não gostariam de jogar no Pacaembu por considerarem que lá é a "casa do Corinthians", após reunião realizada hoje com dirigentes dos quatro grandes de SP a FPF divulgou as datas e locais das partidas semifinais do Paulistão e confirmou o jogo no "Paulo Machado de Carvalho". Já a partida entre São Paulo e Santos será no Morumbi, sábado às 16h.

Aliados e inimigos


Já afirmei em textos anteriores que o futebol se tornou, antes de mais nada, negócio. Porém, às vezes acontecem coisas que nos fazem repensar esse reducionismo ao fator econômico. Classificados para a fase semifinal do Campeonato Paulista, Palmeiras e Corinthians, históricos rivais dentro de campo – que o diga as torcidas organizadas – fora de campo são aliados políticos. Talvez não como foram EUA e Inglaterra em época de guerra, na verdade, estão mais próximos de um EUA e URSS – aliados apenas e um determinado momento contra um inimigo comum e não por afinidades reais.

Nesta aliança, Juvenal Juvêncio aparece como o inimigo a ser combatido independente das rivalidades entre os times, e a questão política entra em cena na frente da questão econômica. A discussão da vez é “onde será realizado o derby Palmeiras e Corinthians?” Como o mando de jogo é do time alviverde, sua diretoria, torcida e jogadores, vêem como prejuízo mandar o jogo no Pacaembu, casa “imaginária” do rival. Solução financeiramente mais rentável seria então mandar o jogo no Morumbi, onde o público e a renda da partida poderiam ser bem maiores. Porém, por questões políticas, ambos vêem com maus olhos essa possibilidade pois não querem dar visibilidade ao inimigo (mas não eram Palmeiras e Corinthians inimigos?)

Apesar de nesse caso, o fator político impedir o reducionismo do futebol ao fator econômico, vale lembrar que os protagonistas do clássico em questão estão ambos construindo (ou pelo menos tentando) estádios modernos para abrigar suas equipes, o que dará a cidade de São Paulo pelo menos três opções de grandes palcos do futebol (e por que não de shows internacionais) e tirará da equipe do Morumbi o quase monopólio por ele exercido nesta questão.

A intersecção entre política e economia praticada pelos dirigentes do futebol fica muito clara neste caso pela famosa prática do lobby, tão bem exercido pelos clubes enquanto os torcedores se matam do lado de fora dos estádios. Agora, se Palmeiras e Corinthians erguerão mesmo seus novos e modernos estádio, só o tempo irá mostrar.